Assim como destaca o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, a mamografia ainda é cercada por dúvidas, receios e, principalmente, pelo medo da dor. Muitas mulheres adiam o exame por acreditarem que ele será extremamente desconfortável, o que acaba atrasando um dos principais aliados da prevenção do câncer de mama. Essa percepção, no entanto, nem sempre corresponde à realidade atual, especialmente com os avanços nos equipamentos e na forma como o exame é conduzido.
A mamografia dói ou é apenas desconfortável?
A sensação durante a mamografia costuma ser descrita como desconforto, e não exatamente dor intensa. Isso acontece porque o exame exige a compressão da mama por alguns segundos, o que pode gerar pressão e sensibilidade. No entanto, essa etapa é rápida e controlada, sendo essencial para garantir imagens de qualidade.
A intensidade da sensação varia de pessoa para pessoa. Algumas mulheres relatam apenas um incômodo leve, enquanto outras podem sentir um desconforto mais evidente. Segundo Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, essa diferença está relacionada a fatores como sensibilidade individual, densidade mamária e até o estado emocional no momento do exame.
É importante considerar também que a percepção de dor é influenciada por expectativas. Quando o exame é antecipado com medo ou tensão, a tendência é que qualquer estímulo seja interpretado como mais intenso. Por outro lado, quando há informação e preparo, a experiência tende a ser mais tranquila. O desconforto existe, mas geralmente é breve e suportável.

O que realmente acontece durante o exame?
A mamografia é um exame de imagem que utiliza baixa dose de radiação para avaliar o tecido mamário. Durante o procedimento, a mama é posicionada em um equipamento específico e comprimida entre duas placas. Essa compressão tem a função de espalhar o tecido, permitindo uma visualização mais clara e detalhada. Esse processo é essencial para evitar sobreposições que poderiam dificultar a análise.
Como explica o doutor Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, o exame é realizado em etapas, com diferentes posicionamentos para garantir que toda a região seja analisada. Cada compressão dura apenas alguns segundos, e o processo completo costuma ser rápido. A equipe responsável orienta cada movimento, garantindo que a paciente esteja posicionada corretamente. Esse acompanhamento reduz erros e evita a necessidade de repetir imagens.
Além disso, os equipamentos modernos permitem ajustes mais precisos, o que contribui para reduzir o tempo e melhorar a experiência. A tecnologia atual busca equilibrar qualidade de imagem e conforto, sem comprometer a eficácia do exame. Esses avanços tornam o procedimento mais eficiente e menos invasivo do que no passado. A evolução dos aparelhos também permite maior adaptação ao corpo de cada paciente.
Existe alguma forma de reduzir o desconforto da mamografia?
Embora o desconforto não possa ser completamente eliminado, existem estratégias que ajudam a torná-lo mais leve. De acordo com Vinicius Tadeu Sattin Rodrigues, uma das mais eficazes é escolher o período adequado para realizar o exame. Evitar dias próximos ao ciclo menstrual, quando as mamas estão mais sensíveis, pode fazer diferença significativa.
Por fim, outro fator importante é a comunicação com a equipe. Informar sobre sensibilidade, desconfortos anteriores ou receios permite que o profissional ajuste o procedimento de forma mais cuidadosa. O exame não deve ser conduzido de forma automática, e sim adaptado às necessidades de cada paciente.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez


