Os guindastes exigem planejamento rigoroso porque qualquer falha pode comprometer pessoas, cargas, equipamentos e estruturas próximas. Segundo Altevir Seidel, empresário do setor de estruturas metálicas, a segurança nessas operações começa antes do içamento, com análise do terreno, capacidade do equipamento, condições climáticas, amarração da carga e comunicação entre as equipes. Pensando nisso, a seguir, abordaremos os principais riscos em operações com guindastes, incluindo tombamento, colisões e falhas de amarração.
Quais são os riscos mais comuns em operações com guindastes?
As operações com guindastes envolvem variáveis técnicas que precisam ser avaliadas em conjunto. O equipamento pode estar em boas condições, mas ainda assim operar em um cenário inseguro se o solo não suportar a carga, se o raio de trabalho for mal calculado ou se a movimentação ocorrer perto de redes elétricas, estruturas metálicas e áreas com circulação de pessoas.
Isto posto, um erro recorrente é tratar o içamento como uma tarefa isolada, quando ele depende de inspeção, sinalização, isolamento da área e definição clara de responsabilidades. Por isso, de acordo com Altevir Seidel, o risco não está apenas no equipamento, mas também na forma como a operação é planejada, acompanhada e corrigida diante de mudanças no ambiente.
Tendo isso em vista, entre os pontos que merecem atenção, destacam-se:
- Tombamento: ocorre quando o guindaste perde estabilidade por solo inadequado, patolamento incorreto, carga fora do limite ou raio de operação mal dimensionado.
- Colisões: envolvem impacto da lança, da carga ou dos acessórios contra estruturas, veículos, andaimes, redes elétricas ou outros equipamentos.
- Falhas de amarração: surgem quando cabos, cintas, manilhas ou pontos de pega são escolhidos sem critério técnico.
- Sobrecarga: acontece quando o peso real da carga supera a capacidade permitida para aquela configuração de trabalho.
- Vento: altera o comportamento da carga suspensa e aumenta o risco de balanço, giro e perda de controle.
- Comunicação inadequada: provoca comandos contraditórios, atrasos de resposta e decisões inseguras durante a movimentação.

Esses riscos não devem ser vistos como eventos improváveis. Na prática, eles costumam surgir da soma de pequenas falhas, como pressa, improviso, excesso de confiança e ausência de conferência. Desse modo, a prevenção depende de método, disciplina operacional e capacidade de interromper a atividade quando as condições deixam de ser seguras.
Por que o tombamento é um dos acidentes mais graves?
O tombamento está entre os acidentes mais severos porque combina alto peso, grande alcance e perda repentina de estabilidade. Em muitos casos, o problema começa no apoio do equipamento. Se o solo não for avaliado corretamente, as patolas podem afundar, escorregar ou distribuir mal o peso durante o içamento.
Como ressalta o empresário do setor de estruturas metálicas, Altevir Seidel, a tabela de carga deve ser interpretada com precisão, considerando raio, ângulo da lança, acessórios utilizados e configuração do guindaste. Não basta conhecer o peso da carga. É necessário entender como esse peso se comporta conforme se afasta do centro de estabilidade do equipamento.
Além disso, mudanças aparentemente pequenas podem alterar o nível de risco. Uma carga deslocada lateralmente, uma superfície desnivelada ou uma manobra fora do plano inicial já podem comprometer a segurança. Por esse motivo, o operador e a equipe de apoio precisam trabalhar com limites claros, sem ultrapassar parâmetros definidos no planejamento, conforme frisa Altevir Seidel.
Como colisões e falhas de amarração comprometem a segurança?
Colisões durante operações com guindastes podem ocorrer por falta de visibilidade, ausência de isolamento, sinalização insuficiente ou movimentação em áreas congestionadas. A carga suspensa amplia o risco porque pode balançar, girar ou avançar para fora do trajeto previsto, especialmente em espaços industriais com estruturas próximas.
As falhas de amarração também merecem atenção especial. A partir do que apresenta o empresário do setor de estruturas metálicas, Altevir Seidel, cabos desgastados, cintas incompatíveis, ângulos inadequados e pontos de içamento mal posicionados podem causar escorregamento, queda parcial ou desprendimento total da carga. Nesses casos, o acidente costuma ser rápido e com baixa margem de reação para a equipe.
Assim sendo, uma amarração segura exige inspeção dos acessórios, cálculo adequado e conhecimento do centro de gravidade da carga. Quando a equipe ignora esses fatores, o guindaste pode até levantar o material, mas a operação permanece vulnerável durante o deslocamento, a rotação e o posicionamento final.
A segurança depende do planejamento e da disciplina
Os principais riscos em operações com guindastes não surgem apenas de falhas mecânicas. Eles também aparecem quando o planejamento é superficial, quando a equipe improvisa ou quando sinais de instabilidade são ignorados. Por isso, a segurança depende de avaliação prévia, inspeção constante, treinamento e cultura operacional. Quando esses cuidados fazem parte da rotina, os guindastes deixam de ser apenas equipamentos de força e passam a operar dentro de uma lógica de controle, prevenção e responsabilidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez


