Cores com personalidade: por que os neutros perdem espaço? Descubra agora com Daugliesi Giacomasi Souza

Alexei Voralen
Por Alexei Voralen 5 Min de leitura
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Daugliesi Giacomasi Souza

Como comenta Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, durante anos, os tons neutros ocuparam posição central nos projetos de interiores por transmitirem versatilidade, elegância e facilidade de combinação. Em 2026, porém, cresce o interesse por ambientes que utilizam cores com maior presença, tonalidades terrosas, verdes, azuis profundos e combinações menos previsíveis. A mudança não representa o desaparecimento dos neutros, mas uma busca por espaços capazes de expressar personalidade e produzir sensações mais marcantes.

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Por que os ambientes estão ficando mais expressivos?

A preferência por paletas extremamente discretas esteve ligada à ideia de que uma decoração neutra seria mais atemporal e fácil de adaptar. Essa lógica continua funcionando em determinados projetos, especialmente quando existe preocupação com flexibilidade ou revenda. O que mudou é a percepção de que neutralidade não precisa significar ausência de cor. Tons suaves podem continuar como base, enquanto cores mais expressivas entram em detalhes, revestimentos ou peças estratégicas, criando ambientes com mais identidade sem comprometer a versatilidade.

A casa passou a ser entendida com mais frequência como extensão da identidade de seus moradores. Cores podem ajudar a diferenciar ambientes, destacar elementos arquitetônicos e criar atmosferas específicas para cada atividade. Um tom mais intenso em uma parede, por exemplo, pode estabelecer um ponto focal sem exigir uma transformação completa do espaço. Essa estratégia também permite renovar a percepção de um cômodo por meio de intervenções pontuais, tornando a decoração mais dinâmica e conectada aos hábitos de quem vive ali.

Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, atua em um cenário no qual essas escolhas precisam considerar mais do que a aparência isolada de uma tonalidade. A combinação entre cores, mobiliário, iluminação e materiais determina como o ambiente será percebido. Por isso, uma paleta com personalidade depende de equilíbrio, e não simplesmente da utilização de tons fortes. A escolha cromática precisa dialogar com as proporções do espaço e com a função de cada ambiente, evitando que a presença de cor se torne excessiva ou desconectada da composição.

O que está substituindo o branco e o bege?

A mudança não significa trocar todos os ambientes brancos por cores intensas. Uma das transformações mais interessantes está justamente na ampliação dos chamados neutros cromáticos. Tons de areia, argila, verde acinzentado, azul suave, marrom e outras tonalidades intermediárias conseguem manter certa discrição sem produzir a mesma sensação de neutralidade absoluta.

Daugliesi Giacomasi Souza
Daugliesi Giacomasi Souza

Segundo Daugliesi Giacomasi Souza, essa estratégia permite introduzir cor de maneira gradual. Uma parede pode receber uma tonalidade diferente, enquanto móveis e revestimentos permanecem mais discretos. Outra possibilidade está em utilizar uma cor presente em pequenos objetos, tecidos ou obras de arte e repeti-la em pontos estratégicos para criar unidade visual.

Como usar cores fortes sem deixar o ambiente cansativo?

O uso de cores com personalidade exige atenção à proporção. Uma tonalidade intensa pode funcionar muito bem quando estabelece contraste com elementos mais discretos, enquanto a repetição excessiva de várias cores dominantes pode tornar a composição visualmente pesada. O equilíbrio depende da função do ambiente e da relação entre os diferentes elementos. Também é importante observar a iluminação natural e artificial, já que ela pode alterar significativamente a percepção das tonalidades ao longo do dia. Dessa forma, a cor ganha presença sem comprometer a sensação de harmonia.

Outra estratégia está na criação de pontos de destaque. Uma porta, um móvel, uma parede, um nicho ou até mesmo o teto podem receber uma tonalidade inesperada. Dessa maneira, a cor passa a participar da arquitetura e não fica restrita aos objetos decorativos. O recurso permite direcionar o olhar para determinadas áreas e criar referências visuais dentro do ambiente. Além disso, pequenas intervenções podem produzir mudanças expressivas sem exigir uma renovação completa da decoração.

Daugliesi Giacomasi Souza indica que a escolha também precisa considerar a personalidade de quem ocupará o espaço. Uma cor pode estar em alta, mas isso não significa que seja adequada para qualquer residência. A tendência ganha mais sentido quando serve como ferramenta para construir um ambiente coerente com os hábitos, preferências e sensações desejadas pelos moradores. Essa personalização ajuda a evitar escolhas feitas apenas pela influência de tendências passageiras e favorece uma decoração que mantenha significado ao longo do tempo.

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