Operação inutiliza 27 balsas e 37,7 mil litros de combustível contra garimpo ilegal em terra indígena de Mato Grosso

Redação Gazeta De Mato Grosso
Por Redação Gazeta De Mato Grosso 4 Min de leitura
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Uma operação conjunta da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) combateu o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayabi, em Apiacás, no norte de Mato Grosso. A ação ocorreu entre os dias 15 e 16 de setembro de 2026, nos rios Teles Pires e São Manuel.

De acordo com a Polícia Federal, a força-tarefa inutilizou 27 balsas e outros equipamentos associados à estrutura de exploração mineral. Também foram inutilizados aproximadamente 37,7 mil litros de combustível, reduzindo a capacidade logística das frentes de garimpo identificadas na área protegida.

Operação atingiu estrutura usada na exploração mineral

Entre os equipamentos inutilizados estão 16 balsas escariantes, cinco balsas de mergulho, cinco barcos, dois pares de flutuadores, um rebocador, quatro motobombas e um motor. O conjunto mostra a dimensão da estrutura empregada para manter a atividade ilegal nos cursos d’água que atravessam ou fazem parte da região da Terra Indígena Kayabi.

As balsas escariantes são plataformas utilizadas para movimentar sedimentos do leito dos rios durante atividades de extração mineral. Já as balsas de mergulho dão suporte a operações realizadas com acesso submerso. Em ambos os casos, a inutilização impede que os equipamentos continuem sendo usados na retirada de material e interrompe parte essencial da operação garimpeira.

O combustível também tem papel central nesse tipo de atividade. Além de abastecer embarcações, motores e bombas, ele permite o deslocamento e o funcionamento contínuo da estrutura instalada nos rios. Por isso, a retirada de aproximadamente 37,7 mil litros de circulação afeta diretamente a mobilidade e a autonomia das frentes de exploração.

Fiscalização ocorreu em rios de Apiacás

Apiacás está localizado na região norte de Mato Grosso, área marcada pela presença de rios e por territórios de importância ambiental e indígena. A Terra Indígena Kayabi integra esse contexto e exige ações de fiscalização voltadas à proteção do território, dos recursos naturais e das comunidades indígenas.

A atuação nos rios Teles Pires e São Manuel concentrou-se em estruturas flutuantes e equipamentos utilizados no garimpo. Ao combinar a presença da Polícia Federal, do Ibama e da Funai, a operação reuniu competências de investigação, fiscalização ambiental e proteção dos direitos e territórios indígenas.

A operação foi divulgada pela Polícia Federal em 18 de setembro de 2026, em comunicação com sede em Sinop. O comunicado oficial informa os equipamentos inutilizados e o volume aproximado de combustível alcançado pela ação, mas não registra prisões, apreensão de ouro ou aplicação de multas relacionados à ocorrência.

Combate ao garimpo ilegal depende de ações integradas

O garimpo ilegal em Mato Grosso produz impactos que ultrapassam a área imediata de instalação das balsas. A movimentação de equipamentos no leito dos rios e a operação de motores e bombas podem afetar a qualidade da água, os ambientes aquáticos e o uso tradicional dos recursos naturais pelas populações que vivem no território.

Em terras indígenas, a exploração mineral sem autorização também representa pressão sobre áreas protegidas e sobre a segurança territorial. A retirada da infraestrutura utilizada pelos garimpeiros busca interromper a continuidade da atividade e dificultar sua reorganização nos rios fiscalizados.

A operação na Terra Indígena Kayabi reforça o papel da fiscalização integrada em regiões extensas e de difícil acesso. Para além da identificação dos responsáveis, a inutilização de balsas, embarcações, motores e combustível ataca os meios materiais que sustentam o garimpo e amplia a proteção dos rios Teles Pires e São Manuel.

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