Recusando tratar cada destino como um recurso a ser esgotado por temporada, a holding fundada por Antonella Giancoli estrutura seus roteiros a partir de uma pergunta pouco comum no setor: o que essa viagem deixa para trás, além da experiência vivida pela família
A maioria dos roteiros de viagem é planejada em torno de uma única pergunta: o que o viajante vai levar da experiência, em termos de memórias, descobertas e conforto vivido ao longo de todo o trajeto contratado. A Benarrivati, holding internacional de viagens fundada por Antonella Giancoli, decidiu incluir uma segunda pergunta em seu processo de curadoria, tão relevante quanto a primeira: o que aquela viagem deixa para o território visitado, depois que a família já retornou para casa e a rotina cotidiana se reinstala por completo em outro continente.
Essa inversão de prioridade influencia decisões concretas de planejamento, como a escolha entre uma propriedade que já recebe grande volume de visitantes e outra, menos conhecida, que se beneficia diretamente da receita gerada por aquela hospedagem específica. Em muitos casos, a segunda opção é escolhida mesmo quando exige mais esforço logístico da equipe local da companhia, incluindo negociações mais demoradas e ajustes de infraestrutura que uma propriedade já estabelecida dispensaria. Esse esforço adicional raramente é percebido pela família hospedada, mas costuma se refletir positivamente na qualidade e na autenticidade da experiência oferecida ao longo de toda a estadia contratada.
“Uma viagem bem-feita não deveria esgotar o lugar que visita. Ela deveria deixar esse lugar um pouco mais forte do que encontrou, seja economicamente, seja na preservação do que faz aquele território único e insubstituível” — Antonella Giancoli
Esse princípio também orienta a forma como a Benarrivati distribui a demanda entre diferentes propriedades e parceiros dentro de um mesmo território, evitando concentrar reservas em um número reduzido de fornecedores apenas por conveniência operacional, mesmo quando essa distribuição exige negociações adicionais com novos parceiros locais ainda pouco habituados a receber grupos internacionais. Diversificar parceiros também reduz a dependência de qualquer propriedade específica, tornando toda a rede de fornecedores locais mais resiliente ao longo do tempo e bem menos vulnerável a mudanças bruscas na demanda internacional.
Aplicar essa filosofia em quatro territórios com realidades tão distintas, da Itália à África do Sul, exige que a equipe local de cada hub compreenda profundamente o que significa, na prática, contribuir positivamente para aquela região específica, um conceito que muda conforme o contexto econômico e cultural de cada destino atendido pela companhia ao longo do ano. O que representa contribuição real em uma vila italiana pode significar algo completamente diferente em uma reserva de conservação sul-africana, exigindo leituras locais e sensíveis que nenhum manual corporativo genérico conseguiria antecipar com precisão.
Antonella Giancoli resume essa filosofia como uma responsabilidade que a Benarrivati assumiu conscientemente desde o início de sua operação: tratar cada destino não como um cenário disponível para consumo imediato, mas como um território que precisa continuar existindo, íntegro, para as próximas famílias que decidirem visitá-lo. Para a fundadora, abrir mão dessa responsabilidade em nome de um crescimento mais rápido seria trair o propósito original da própria companhia, mesmo que isso significasse recusar oportunidades comerciais aparentemente vantajosas no curto prazo de cada temporada.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano, com operação própria na Itália, na Grécia, em Portugal e na África do Sul. Com presença física e jurídica direta em cada território de atuação, a companhia elimina intermediários para garantir segurança, transparência e discrição inegociável em todas as etapas da experiência. Pautada pela responsabilidade com cada território visitado, a Benarrivati trata a preservação como parte inseparável de sua curadoria.


