Mato Grosso movimenta US$ 2,1 bilhões em exportações para 115 países

Redação Gazeta De Mato Grosso
Por Redação Gazeta De Mato Grosso 5 Min de leitura
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Mato Grosso exportou US$ 2,1 bilhões em setembro de 2026 e enviou produtos para 115 países, segundo boletim divulgado em 13 de outubro pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O desempenho garantiu ao estado a sexta posição entre os maiores exportadores do Brasil no mês.

O valor representou aproximadamente 6% das vendas externas brasileiras em setembro. Mesmo com a força do resultado, houve recuo de 12,6% em relação a agosto e queda de 6,2% na comparação com setembro de 2025. Os números mostram que o comércio exterior mato-grossense manteve escala elevada, mas também sofreu oscilações ao longo do período analisado.

Milho lidera a pauta de exportações

O milho foi o principal produto embarcado por Mato Grosso em setembro. Na sequência apareceram soja, carne bovina congelada, farelo de soja e algodão. A composição reforça a presença das cadeias do agronegócio na pauta exportadora estadual e evidencia a importância da produção de grãos, proteínas animais e fibras para a geração de receita em moeda estrangeira.

De acordo com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, os produtos alcançaram mercados distribuídos em diferentes regiões do mundo. A diversificação geográfica amplia o alcance das vendas estaduais, embora o desempenho permaneça fortemente relacionado à demanda internacional por commodities agrícolas e produtos associados ao setor rural.

China foi o principal destino

A China liderou a lista de compradores em setembro, com importações de US$ 342,3 milhões, o equivalente a 16,2% do total exportado por Mato Grosso no mês. Países Baixos, Egito, Irã e Espanha completaram os cinco principais destinos dos produtos mato-grossenses no período.

A presença desses mercados indica que a produção do estado alcança parceiros comerciais na Ásia, na Europa, no Oriente Médio e no norte da África. Para Mato Grosso, a manutenção desses fluxos depende das condições de demanda, dos preços internacionais, da logística de transporte e da capacidade de entrega dos setores responsáveis pelos embarques.

Saldo comercial supera US$ 1,9 bilhão

Enquanto as exportações somaram cerca de US$ 2,1 bilhões, as importações ficaram próximas de US$ 233 milhões em setembro. Com essa diferença, o estado registrou saldo positivo de aproximadamente US$ 1,9 bilhão no mês. O resultado significa que o valor vendido ao exterior superou amplamente o total gasto com compras internacionais.

Entre os itens relacionados às importações estaduais estão fertilizantes e defensivos agrícolas, produtos utilizados na atividade agropecuária. Essa característica evidencia uma relação comercial em que Mato Grosso exporta grande volume de produtos do campo e, ao mesmo tempo, importa insumos necessários para sustentar a produção. O desempenho da balança, portanto, está ligado tanto às vendas externas quanto aos custos e à disponibilidade desses materiais.

Acumulado do ano chega a US$ 26,5 bilhões

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, Mato Grosso exportou US$ 26,5 bilhões. O montante representa crescimento de 16,9% diante dos US$ registrados no mesmo período de 2025, conforme os dados repercutidos pelo Agro MT.

O resultado acumulado ajuda a dimensionar o peso do estado no comércio exterior brasileiro, mesmo diante da retração observada especificamente em setembro. A diferença entre o desempenho do acumulado e as quedas nas comparações mensal e anual mostra que os resultados não são uniformes ao longo do ano e podem variar conforme o calendário de embarques, os mercados compradores e as condições das cadeias produtivas.

Com produtos enviados a 115 países, Mato Grosso segue entre os principais polos exportadores do país. O desafio para os próximos meses será preservar o ritmo das vendas internacionais, acompanhar a demanda dos principais destinos e administrar os custos dos insumos importados que sustentam parte relevante da produção estadual.

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